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Primeiro dia de maratona de shows do Festival Mundo leva mais de 10 bandas ao Espaço Cultural

Primeiro dia de maratona de shows do Festival Mundo leva mais de 10 bandas ao Espaço Cultural

Cobertura: Eddie Nunes, Jéssica Figueiredo, Laysa Santos, Mayra Medeiros

Edição: Renata Escarião

Fotos: Rafael Passos

 

O primeiro dia do final de semana da maratona de shows do Festival Mundo levou nesse sábado (10) mais de 10 bandas aos palcos do Espaço Cultural. A programação contou também com mostra audiovisual, apresentação de artes cênicas, ilha hacker, feira multicultural, área para grafitagem e esportes radicais.

 Muita música independente foi apresentada aos cosmonautas que conferiram a primeira noite de shows do Festival Mundo 2011, ao tempo em que o grafiteiro Giga Brow e o designer Thiago Marques coloriram painéis na Praça do Povo e o grupo NECCO arrancou gargalhadas com o espetáculo Clown Bar.

Clown Bar/ Foto: Rafael Passos

Clown Bar

A Praça Mundo ganhou irreverência na abertura da programação de sábado do Festival Mundo 2011. O espetáculo Clown Bar, do Núcleo de Estudo e Experimentação do Cômico (NEECO - UFPB), trouxe a comicidade para quem transita pelo Espaço Cultural. Para Nyka Barros, integrante do NECCO, essa edição de 2011 "está fantástica, pois está fazendo com que a galera dos 'guetos' esteja se integrando. Digo os guetos, pois existe essa diferenciação entre cada segmento das artes - o gueto do teatro, da dança, da música".

Brasis / Foto Rafael Passos

BRASIS

A Banda Brasis, grupo paraibano que mistura ritmos brasileiros e populares, subiu ao palco para abrir a tarde de sábado do Festival Mundo 2011 com muita instiga. Com a mistura de músicas e poesias, a Brasis sacolejou o público. "Na Paraíba tem muita coisa surgindo, e para as bandas independentes serem vistas é preciso que se tenha apoio. São muitas bandas se apresentando por aqui, nessa noite, mas, nesse meio tempo dá para mostrar o nosso trabalho para quem ainda não nos conhece", comenta Rafa Araújo, cantor e compositor da Brasis.

Chico Limeira / Foto Rafael Passos

CHICO LIMEIRA

O Festival inova ao fazer mais que rock e levar ao Palco Saturno o bom samba com o cantor e compositor Chico Limeira. Natural de João Pessoa, o cantor apresentou toda a malemolência junto com sua banda e diz que ser o diferencial da noite é de um privilégio enorme. É uma mistura que tem que existir e representar a Paraíba na forma do samba é muito prazeroso, visto que, ele chega para mostrar o que tem no sangue: o samba de raiz.

Monstro / Foto Rafael Passos

MONSTRO

Num palco com iluminação escura, de cor preta e vermelha, a banda Monstro começou o terceiro show do Festival Mundo 2011. Apresentando um instrumental bonito e sincopado, Monstro fez um show coeso proporcionando ao público uma sensação harmoniosa, de êxtase total. Mesmo que deixando à mostra suas influências de bandas como Mars Volta, Queens of The Stone Age e Tame Impala, a banda transcende e cria um som original e bem preparado que chamou atenção de muitos na plateia, impressionadndo com a propagação de tantos elementos, distorções, microfonias e psicodelismos bem dispostos em cada música que formou o repertório do show.

Nuda / Foto Rafael Passos

NUDA

Vocais hora gritados, hora cadentes, guitarras vibrantes e baterias enérgicas sintetizaram a apresentação da banda Nuda, a quarta da noite . Apresentando faixas do novo disco "AMARÉNENHUMA", a banda carrega um som intenso e vigoroso. E se as músicas já tinham presença no disco, lançado em abril deste ano, elas só ganharam ainda mais corpo e dimensão quando executadas ao vivo. Marcando presença no Festival Mundo 2011 pela primeira vez, o quarteto de Recife fez um show intenso, agradecendo sempre o convite ao festival e prometendo voltar à cidade mais vezes. 

Planant / Foto Rafael Passos

PLANANT

Som sem amarras. Sem rótulos ou padrões, mas que ainda lembram belas canções pops do começo dos anos 2000. Deixando as influências um pouco de lado e se aprimorando num som próprio, os potiguaras da banda Planant fizeram uma apresentação intensa e redonda, atraindo boa parte do publico do festival para a "beirada" do palco.  Tocando  inéditas, a banda aproveitou a vinda - pela primeira vez - ao Festival Mundo para mostrar as músicas do novo EP auto-intitulado, lançado recentemente.

 Dalva Suada / Foto Rafael Passos

DALVA SUADA

A Banda Dalva Suada trouxe novas composições , fez um show eletrizante e deixou boas energias para quem curtia a noite. Daniel Jesi, baixista da Dalva, falou sobre o lançamento do segundo EP da banda e dos projetos ligados ao mesmo; comentou ainda sobre a importância de ter tocado no Espaço Cultural, que era um dos sonhos da banda. "O Dalva bebe do Grunge, do Hard Rock, do Garage. Resumindo: barulho. Aliado a experimentação, jam sessions, a mistura com outras influências como ritmos nordestinos sem tornar o som caricato", destacou o baixista.

Plástico Lunar / Foto: Rafael Passos

PLÁSTICO LUNAR

Uma banda que já "beijou o blues e abraçou o progressivo" poderia ainda carregar estes estilos tão marcantes como influencias. Porém, os sergipanos da Plástico Lunar deixam de lado um pouco desse rótulo e passam a apostar num rock'n'roll cru e instigante, sem medo de pesar a mão em baterias galopantes e guitarras fervorosas - mas que ainda usa de tecladinhos  que dão um "quê" a mais a várias canções.  Pela primeira vez no Festival Mundo 2011, a banda fez um show redondo e bonito.

Cerébro Eletrônico / Foto: Rafael Passos

CÉREBRO ELETRÔNICO

 O ano de 2011 foi de grandes conquistas e celebrações para os paulistanos da Cérebro Eletrônico. Lançando o mais novo disco "Deus E o Diabo no Liquidificador", a banda rodou o Brasil durante todo o ano e chegou a João Pessoa pela primeira vez para tocar logo no Festival Mundo 2011. A honra foi grande, agradecida tanto pelo vocalista Tatá Aeroplano quanto pela comportada, porém bonita apresentação da banda. Contando com um repertório variado, mas sem fugir do tracklist do novo CD, Cérebro Eletrônico animou a plateia que dançou e viajou com músicas como "Decência" e "O Fabuloso Destino do Chapeleiro Louco".

Zé Cafofinho / Foto: Rafael Passos

ZÉ CAFOFINHO

Zé Cafofinho garantiu com desenvoltura pelo segundo ano consecutivo um final de noite cheio de gingado. Cafofinho confessa que mesmo sendo da vizinhança, é difícil aparecer pelas bandas de cá e por isso é sempre de um enorme prazer se apresentar para um público tão querido e que calorosamente o recebe de braços abertos. Zé Cafofinho aterrissou acalorando a Praça Mundo com o show tão esperado pelos cosmonautas e confessou sua vontade de gravar uma música com o paraibano Chico César.

 Por determinação da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) sob a alegação de que a programação do Festival só poderia acontecer até às 23h, o show da banda Macaco Bong foi cancelado. Na segunda-feira (12) a organização do Festival se pronunciará oficialmente sobre o ocorrido. Neste domingo os shows continuam como o programado. 

Feira Cultural

Feira Multicultural / Foto: Rafael Passos

Os principais dias de shows do Festival Mundo começaram neste sábado (10) com a estrutura do Espaço Cultural  toda pontinha e funcionando para atender o público. Um dos espaços bem visitados é a Feira Multicultural, área destinada aos empreendimentos culturais locais. Agentes do mercado cultural estão expondo em stands, nos principais dias do evento, mostrando seus produtos, divulgando e aquecendo o mercado da produção cultural.

 Estão participando desta edição o Mundo Discos (CDs, camisas, botons), Palco Nacional (programa de TV online), Música Urbana e Música.com (lojas de discos), Imaginária (cooperativa cultural), Cachaçaria Philipéia, Musicultura (casa de shows), Artesanato Paraibano, Delícia (lanchonete) e Dona Maria (lanchonete).